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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Natal

Dia de Natal...

Quando o Digão acordou, fomos ver o que o Papai Noel deixou pra ele aos pés da árvore de natal.
Era uma fazendinha com paiol, estábulo, fazendeiro, vaca, ovelha, porco, galinha, cavalo, feno, galão de leite e trator. O Digão ficou encantado, pois adora bichos. E logo se pôs a montar a fazendinha.

- A galinha é aqui, tá, mamãe? Cocoricó!
A vaca é aqui, tá, papai? Mumuuuu!
O cavalo é na casa.

- A casa do cavalo chama estábulo, filho.

- Está-bo-lu!

- O feno a gente pode por no paiol, Digão.

- Paiol! (E começa a cantar "Meu Querido Paiol" do Cocoricó).

E, assim, falando pelos cotovelos, o Digão passou a manhã entretido com sua fazenda, até a hora de almoçar.

Depois que ele almoçou, fomos pra casa da Mana onde foi o almoço de natal. Lá, a casa estava cheia, com tios, primos, filhos dos primos... aquela bagunça típica da minha família (todo mundo falando ao mesmo tempo, crianças correndo de uma lado pro outro, etc...).

Se o Digão se divertiu? Pra se ter uma ideia: ele dormiu assim que entrou no carro para voltarmos, umas 6 e meia da tarde, e só foi acordar no dia seguinte oito e meia da manhã. Dormiu 14 horas!

14 horas! Que inveja...

:-D

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Sessão Replay da Série "Essas Crianças": Pê, primeira ou última?

A sessão replay existe para que quem passa por aqui possa conhecer/rever alguns posts antigos. E também porque os comentários que então ficavam hospedados no haloscan se perderam.

Quatro posts ali pra baixo (A criança é o filho ou o pai do filho?) a certa altura eu cito "...brinquedão de 4 andares (sem contar o térreo, né, Pê?)".
Pê é o meu sobrinho e a pergunta se deve a este post aqui.

Em tempo: creio que essa história aconteceu quando ele tinha 5 ou 6 anos, apesar do post ser de 2006.
;-)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A memória do Digão

(Atenção: este é mais um post pai coruja. Ou pai babão, como queira)

Talvez por não nos lembrarmos de coisas de quando éramos bem pequenos nós, adultos, pensemos que as crianças logo esquecem as coisas. Mas a verdade é que as crianças pequenas tem muito boa memória. É o que muitas vezes percebo no Digão.

Como disse no último post, teve um teatrinho de fantoches na festa da Sô. Os bonecos eram personagem que as crianças vêem na TV em programas como Backyardigans, Bob Esponja, Cocoricó, Barney... Tinha outros mais. Parte dos personagens apareciam por uma janela no "palco" e outra parte aparecia na parte de cima do "teatro". Eu não vi todos porque eu aproveitei pra almoçar. Vi esses que citei porque estava com o Digão enquanto Minha Querida almoçava - revezamento é fundamental. E notei que ele acompanhava ora atentamente, ora sem prestar muita atenção.

Voltando ao assunto da memória... No dia seguinte, conversávamos falando da festa e tals.

- Filhote, você gostou da festinha de ontem?
- Bichêêê! (tradução: buffet)
- Brincou bastante?
- Sim!
- Você blábláblá... (ficamos fazendo perguntas pra ver do que ele se lembrava)
Você viu o teatrinho?
- (pensativo)...
- Você viu o Barney?
- Barney!
- Você viu o Cocoricó?
- Sim!
- Quem você viu do Cocoricó?... Você viu o Alípio?
- Em cima!
- Você viu o Júlio?
- Em baixo!

Nesse momento eu saquei o que ele estava dizendo. Era exatamento onde apareceram os personagens. O Alípio apareceu na parte de cima do "teatro" e o Júlio, na janela do "palco".

Continuei perguntando: Mimosa, Zazá, Lola (Cocoricó), Barney, Bob Esponja, Pablo, Tyrone (Backyardigans)... E ele respondia exatamente onde apareceu cada personagem!

E se você acha que isso é porque foi de um dia pro outro...

O Digão tá com o cabelo bem comprido, precisando ser cortado. Dia desses, enquanto a mamãe o vestia eu comentava isso com ela. E ela pra ele:

- Digão, a mamãe vai te levar pra cortar o cabelo. Você lembra de quando você cortou o cabelo?
- (pensativo)...
- Lembra que a gente foi no "tio" Alexandre?... Lembra que vocÊ ficou numa cadeirinha alta assim... redonda... que era uma nave...
- Bequiárda!!!

Em frente à cadeirinha em que o "tio" Alexandre cortava o cabelo dele tinha, além do óbvio espelho, uma televisãozinha pra distrair o bebê. E passava DVD dos... Backyardigans! Ou seja, ele se lembrou.

Detalhes: foi a primeira vez que o levamos num salãozinho pra cortar o cabelo (antes disso minha sogra aparava como dava), ele não conhecia o "tio" Alexandre e... isso foi no início de junho!
;)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A criança é o filho ou o pai do filho?

Sábado passado fui a um evento do tipo que talvez seja o que mais tenho ido nos últimos dois anos: aniversário de criança.

Foi o primeiro aniversário da Sô, linda filhinha da minha querida amiga Mô.

Na festa pude rever alguns ex-colegas de Fundação, convidados da Mô que também trabalhou comigo lá. Pude conhecer a fofinha Isa, de apenas 40 dias, a mais nova integrante da Fiel, filha do Cereja.

Foi bacana rever o pessoal, mas não deu pra conversar muito com todos. Em parte porque você acaba dividindo a atenção entre eles, conversando um pouquinho com cada um. Mas, principalmente, porque tem que ficar de olho no Digão que funciona no 220, sem hora pra bateria descarregar.

O buffet - muito bacana, aliás - em que se realizou a festa tinha brinquedos que permitiam o uso por adultos. E se você tem um filho pequeno, tem a deixa perfeita pra voltar a ser criança e participar da brincadeira sem a menor vergonha. Com a recompensa maior de estar com seu filho!

É claro que aproveitei! Fui à piscina de bolinhas. Fui num brinquedo tipo xícara maluca - que na verdade parecia um bule maluco. E num brinquedão de 4 andares (sem contar o térreo, né, Pê?) que não lembro o nome... Minha Querida também acompanhou o Digão na piscina de bolinhas e naquele elevador que "despenca". Na verdade, não despenca. Desce devagar até, mas é "faz-de-conta que é rápido".

O brinquedão que citei, descubro agora, chama-se "kid play". Digão entrou logo no brinquedo, mas como ainda é pequeno não conseguia subir um andar sozinho. Então, a monitora sugeriu que eu subisse com ele, coisa que sequer cogitei recusar. Eu o coloquei no andar seguinte e tive que subir rapidamente pra não perdê-lo de vista. Passou por uns "obstáculos" e já tentava alcançar o próximo andar. No andar de cima, antes que eu pudesse pronunciar "kid play", já se enfiava por um tubogã e voltava ao andar anterior. E eu atrás, desci pelo mesmo tubogã. Subimos novamente e eu o ajudei subir até o último andar, onde descobrimos um tobogã duplo e direto que ia até o térreo. Segurei sua mãozinha e descemos escorregando lado a lado e rindo muito. E assim fizemos mais algumas vezes.

Paramos quando começou o teatrinho de fantoches, oportunamente no momento em que era servido o almoço. Bem na hora, pois o(s) papai(s) precisa(m) descansar! - rsrsrsrs

Por falar no teatrinho, num próximo post eu falo sobre a memória do Digão.

Bom, purô gessó!

Em tempo: neste exato momento em que escrevo, recebemos mais um convite para uma festa de aniversário de criança em um buffet infantil. É mole?
;-)

sábado, 19 de setembro de 2009

Digão falando...

Quando o Digão nasceu, achei que este blog (mais precisamente o anterior, o TJM2) fosse se tornar um tanto monotemático. Mas foi pior: o blog foi praticamente abandonado. Um dos motivos, claro, foi a correria de se ter um filho pequeno pra cuidar.

Agora pretendo voltar a postar e, obviamente, contar causos envolvendo o Digão.

No final do ano passado, a escola nos encaminhou um relatório relatando (ops!) o desenvolvimento do Digão sob três aspectos principais: sociabilidade, desenvolvimento motor e linguagem (algo assim). Com relação aos dois primeiros, tudo ótimo. Ele se dava muito bem tanto com os colegas como com os professores e quase não chorava. Com dez meses ele já subia as escadas aqui de casa! Mas ele falava pouco. Só o básico (papai, mamãe, vovó, vovô, mamá, papá, tetê...).

Do mês passado pra cá, porém, ele parece ter engolido a tal pílula do Dr. Caramujo, como bem descreveu a Anna ao falar da sua Mathilde.

E fala pelos cotovelos. Fala, fala, fala, canta... Fala até dormindo!

Já conta até dez certinho. Já fala seu nome completo (três sobrenomes!). Repete quase tudo o que ouve... Aliás, estou terminantemente proibido de falar palavrão.

Bem, eu disse que ia contar causos... Vamulá:

Ontem, eu brincava com ele com umas peças de montar. Sem saber mais o que inventar, pois já montei casa, torre, prédio, robô, etc, etc, etc... Resolvi montar uma cadeira.

Enquanto monto a cadeira, abro um parêntesis: ele sempre me pede pra fazer um robô. Na primeira vez que fiz, ele ficou apontando pra "barriga" do boneco dizendo "botão, botão...". Tava faltando um botão - rsrsrsrs. Segundo Minha Querida, isso é coisa do Hi-5. Fecho parêntesis.

Voltando à cadeira... Pronta, assentei um boneco do Barney na benedita cuja.

- Olha, filhote! Fiz uma cadeirinha pro Barney sentar.

Ele tirou o Barney da cadeira e o recolocou uma duas ou três vezes. Depois resolveu sentar na cadeira.

- Devagar, filho. Se não a cadeira desmonta. Isso, assim...

A cadeira aguentou na primeira, mas quando sentou novamente....

Eu: - Vixe! Desmontou toda a cadeira...

Ele olhando...

Eu, pondo a mão na cabeça e provocando: - Oh! Caiu tuuudo...

Minha Querida entra na brincadeira: - Ave Maria! Caiu a cadeira do Barney?

Ele olha bem pra mim e nós percebemos que quer falar algo. Três longos segundos de silêncio total e ele solta:

-Ô LOCO, MEU!

:-D

terça-feira, 21 de julho de 2009

Da série "Essas crianças": Lu e o Social

No último domingo fomos almoçar na casa de uma tia minha. (Aliás, é raro um domingo em que a gente não vá "filar a bóia" na casa de alguém - rsrsrs). Mamãe, Mana, Cunhado, os meninos, outros tios e primos também estavam lá.

Quando a Mana chegou, o Lu, meu sobrinho de 8 anos que é um pouco tímido, foi entrando como quem não quer nada, disfarçando, como que pra não ter que cumprimentar ninguém.

Mamãe percebeu e...

- Lu, você não vai cumprimentar a tia? Tem que cumprimentar as pessoas quando chega. Você precisar ser mais social.

- Ah, vó... Eu não sou social, eu sou esporte.

:)

terça-feira, 12 de maio de 2009

Da série "Essas crianças": Digão e o Ovo de Páscoa

Estreando a Série "Essas Crianças" no TJM3... Digão!

Certa vez, Minha Querida disse que gostaria de fazer brincadeira de Páscoa pro Digão. Algo como colar no chão pegadas de coelho pra ele seguir até encontrar seu ovo de Páscoa.

Eu nunca liguei pra isso, talvez por nunca ter brincado assim. E no corre-corre diário acabamos não planejando nada.

Aliás, quase não compramos ovo pra ele. Mas não por distração e sim porque está fazendo dieta de exclusão de leite (uma longa história que conto numa outra hora).

Mas no sábado de Aleluia, Minha Querida encontrou no mercado um ovo de Páscoa com chocolate de soja. Então, fiquei com uma grande vontade de brincar com meu filho.

Na manhã de Páscoa, enquanto ele brincava na sala eu coloquei o dito ovo no quarto dele, com um coelhinho de pelúcia guardando o mesmo. Esse coelhinho tem um ovinho colorido bordado na barriga e foi presente dado pelo meu primo na Páscoa anterior. Por motivos óbvios o apelidamos de "Coelhinho da Páscoa" e o Digão o reconhece assim.

- Filhote, vamos lá ver se o Coelhinho da Páscoa deixou um presente pra você?

Ele aponta o dedinho para o quarto e vai correndo. Ao entrar no quarto, olha pra mim, olha pra mãe, pega o Coelhinho da Páscoa e sai abraçando-o, deixando pra trás o ovo.

- Olha lá, filho. Tem um ovinho pra você!

Então, ele larga o Coelhinho, pega o ovo e vai saindo do quarto. Mas pára na porta, olha pra mãe, pra mim e atira o ovo ao chão gritando com o bracinho levantado:

- Goooool!!!


Dica do Camilo: se teu filho - ou filha - pequeno adora bola, evite deixar objetos (ainda que remotamente) esféricos ao alcance de suas mãozinhas.
;-)